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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Judô | SUPERAÇÃO! Atleta do Fla, portador de Síndrome de Down, chega ao 3º dan

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O polivalente judoca Breno Viola, que é portador de Síndrome de Down, deu mais um passo importante na sua carreira vitoriosa. Em dezembro, o atleta prestou exame e chegou ao 3º dan. Confiram a trajetória desse exemplo de superação do nosso judoca:

“Estou muito feliz, é uma experiência sensacional. Queria agradecer ao Marco Aurélio Gama pelo carinho e também à comissão de grau, principalmente aos professores William e Zequinha”, comenta Breno.

O atleta começou no judô ainda pequeno, em forma de bricadeira. Com o passar dos anos, descobriu o talento para a prática do esporte. Em 2002, tornou-se o primeiro brasileiro com Síndrome de Down a conquistar a faixa preta. Em 2006, conquistou o ouro na categoria -66kg e um bronze na categoria absoluto no “Judô For All”, disputado na Itália. Em 2011, foi quarto colocado no "Special Olympics Summer Games", as Olimpíadas das pessoas com deficiência intelectual, realizado na Grécia. Um exemplo de luta contra o preconceito.

“Eu nunca tive isso na minha cabeça. Se eu sou bom de judô, sou bom de judô. As crianças deveriam se mirar no meu exemplo: praticar esportes, sair da rua. Basta acreditar no seu sonho que você consegue", afirma Breno, que agora busca a classificação para a próxima edição do Special Olympics, que será disputado em Los Angeles em 2015.

Além do judô, Breno também praticou jiu-jitsu, de natação e vela, além de fazer aulas de dança por mais de uma década. Outros detalhes também chamam a atenção: ele é ator (um dos protagonistas do filme “Colegas”), escreve para um blog e é árbitro estagiário.

"Breno é um exemplo de busca pela igualdade. Ele é expecional sim, na concepção maior da palavra, no sentido de ser uma exceção. É um grande desportista e, para nós, é um exemplo de vida", afirma Ney Wilson, coordenador da seleção brasileira de judô e ex-técnico de Viola.

Suely Viola, mãe de Breno, conta que seu primeiro objetivo quando ele nasceu era fazê-lo feliz. E conseguiu:
"Eu trabalhei muito a auto-estima dele, conversei com os irmãos e disse que o Breno tinha que se sentir muito seguro, tranquilo, amado e protegido. O Breno foi educado sem pena e com rigor. E acho que essa atmosfera o ajudou a conquistar tudo isso e fazer do Breno uma pessoa feliz” - conta.

Breno tem 32 anos e, para quem acha que ele está satisfeito com seus feitos, se enganou. Ele tem uma meta um tanto quanto ambiciosa: participar dos Jogos Paralímpicos. Mas, por enquanto, não há uma categoria no judô para pessoas com deficiência intelectual. Atualmente, a modalidade é disputada no evento somente por pessoas com deficiência visual.

“Gostaria muito de participar dos Jogos Paralímpicos, seria interessante representar meu país. Tenho o sonho de conquistar mais coisas”, disse Breno Viola.

“A deficiência intelectual voltou a ser contemplada nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012. Em Atenas 2004 e Beijing 2008, pessoas com esta deficiência não participaram dos eventos. O retorno em Londres envolve uma nova formatação dos processos de avaliação dos atletas, buscando maior igualdade de condições na competição, o que, de fato, para o judô é algo muito positivo. Temos o Breno hoje como embaixador do Judô para Síndrome de Down e da luta pela abertura da sua classe nos Jogos Paralímpicos. Quem sabe em 2016 o Judô para a classe de deficientes intelectuais não possa estar como uma modalidade de apresentação?”, comenta Leonardo Mataruna, ex-técnico de Breno e especialista em esportes e atividade física motora adaptada para pessoas com deficiência.



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